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Edifício residencial com garagem e áreas comuns iluminadas

RECARGA EM CONDOMÍNIO

Carregador de carro elétrico em condomínio, com gestão de carga.

Estudo de carga, medidor dedicado e um controlador que reparte a energia entre as vagas, para atender todos os moradores sem sobrecarregar o prédio.

Estudo de carga
Medidor dedicado
Gestão de carga
Laudo e ART

Cada vez mais moradores compram carro elétrico e pedem um carregador na vaga. Se cada um puxar um circuito por conta própria, sem olhar para o prédio como um todo, a soma das cargas pode passar do limite da entrada de energia, e o resultado é disjuntor geral desarmando, cabos aquecendo e obras refeitas. Em condomínio, o carregador precisa ser planejado para o prédio, não só para a vaga.

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  1. 1 Entrada da EDP: quanto o prédio aguenta
  2. 2 Medidor dedicado à recarga
  3. 3 Controlador de carga
  4. 4 Vagas com carregador: experimente

1. O estudo de carga: quanto o prédio aguenta

Tudo começa medindo a demanda real do condomínio: o histórico de consumo das contas de energia e, quando possível, a medição da curva de carga por alguns dias, com os horários de pico. Medir só um momento com um alicate amperímetro não basta: o pico pode estar em outro dia ou horário.

Esse levantamento é comparado com a capacidade da entrada de energia (transformador, disjuntor geral e cabos de alimentação). A diferença é a sobra. Uma parte dessa sobra, com margem de segurança, vira a potência dedicada aos carregadores.

Exemplo ilustrativo
  • Capacidade da entrada do prédio: 110 kW
  • Maior demanda medida no ano: 65 kW
  • Sobra: 45 kW
  • Reservando 70% da sobra para os carregadores: 31,5 kW dedicados

Com carregadores de 7,4 kW, 31,5 kW alimentam 4 carros ao mesmo tempo em potência máxima. Com gestão de carga, o mesmo prédio pode ter 15 ou 20 vagas com carregador, porque nem todos carregam juntos e o controlador organiza quem recebe energia. Os números reais saem do estudo de cada prédio.

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A NT 23/2026 do Corpo de Bombeiros do ES pede exatamente isso no laudo: o levantamento da curva de carga da instalação existente e se o acréscimo de carga exige troca de transformador, fiação ou quadros.

Próximo: o medidor dedicado

2. Medidor dedicado: um ponto só para a recarga

Em vez de cada carregador sair de um lugar, o condomínio monta um circuito exclusivo para a recarga, com um medidor dedicado aos carregadores. Todo morador que pedir carregador é ligado a partir desse ponto. Assim o condomínio sabe exatamente quanto a garagem consome.

O consumo de cada vaga é identificado por aplicativo, cartão RFID ou submedidor no próprio carregador. No fim do mês, o valor de cada morador é repassado na taxa do condomínio, pelo custo da energia na conta do prédio e pela regra aprovada pelos condôminos. Quem não tem carro elétrico não paga a recarga dos outros.

Medidor da EDP ou do condomínio? O mais comum é a submedição interna: um medidor do condomínio depois do medidor geral da EDP. Um medidor separado da própria EDP só para os carregadores é tratado como exceção na norma de fornecimento da distribuidora e precisa ser confirmado com a EDP em cada caso.

Próximo: a gestão de carga

3. Gestão de carga: o equipamento que organiza tudo

O coração do sistema é o controlador de carga. Ele conhece o limite definido no estudo e conversa com os carregadores para que a soma nunca passe desse valor. Há duas formas de trabalhar, e o projeto define qual (ou a combinação das duas):

Por fila

Enquanto o limite está ocupado, quem chega espera. Quando um carro termina e desocupa a potência, o próximo da fila começa a carregar. Cada carro carrega na potência máxima, um grupo de cada vez.

Por divisão

A potência disponível é repartida entre todos os carros ligados. Ninguém espera, mas cada um carrega mais devagar quando há muitos conectados ao mesmo tempo.

Na versão dinâmica, o controlador também mede o consumo do prédio em tempo real: de madrugada, quando elevadores, bombas e apartamentos consomem menos, libera mais potência para a garagem; no horário de pico, reduz. É o que permite atender muitas vagas sem aumentar a entrada de energia.

4. Experimente: a garagem do prédio

Um prédio de exemplo com oito vagas e carregadores de 7,4 kW. Toque nas vagas para os carros chegarem, troque entre fila e divisão e ligue a gestão dinâmica para ver o controlador acompanhando o consumo do prédio. O tempo corre acelerado: cada segundo equivale a cerca de 15 minutos.

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Próximo: normas e aprovações

5. Normas e aprovações no Espírito Santo

Corpo de Bombeiros (CBMES)

A NT 23/2026, publicada pela Portaria 746-R de 09/03/2026, trata das garagens com recarga de veículos elétricos. Entre os pontos principais:

  • Instalação conforme NBR 5410, NBR 17019 e NBR IEC 61851-1, sob responsabilidade do técnico e da empresa instaladora junto com o condomínio.
  • Ponto de desligamento manual a até 5 m dos carregadores e desligamento geral de todos os carregadores no quadro.
  • Sinalização "EM CASO DE INCÊNDIO, DESLIGUE" e placas fotoluminescentes.
  • Laudo de profissional habilitado com ART: curva de carga, necessidade de troca de transformador ou quadros, total de pontos, correntes e proteções.
  • Prédios existentes: as regras básicas do item 5.2 em até 1 ano da publicação e a adequação completa em até 3 anos. Na transição, a recarga pode ser licenciada com ART e laudo.

Lei estadual 12.857/2026

A Lei 12.857/2026 garante ao condômino o direito de instalar um ponto de recarga na própria vaga, por conta própria, desde que compatível com a carga disponível, conforme as normas da distribuidora e da ABNT, com profissional habilitado (ART) e aviso formal ao condomínio. A convenção pode regular cobrança e padrões técnicos, mas não pode proibir sem justificativa técnica documentada.

EDP

Quando o estudo indica aumento da carga da entrada ou o condomínio quer medição própria da distribuidora, é preciso consulta e aprovação da EDP antes da obra. Sem aumento de carga e com submedição interna, a gestão de carga fica dentro da instalação do condomínio. Cada caso deve ser confirmado com a EDP.

Este conteúdo resume as regras vigentes em novembro de 2026 e não substitui o projeto e o laudo de cada prédio.

6. Como a EletricaVix faz, passo a passo

Do primeiro levantamento à ligação de cada morador.

1

Visita e levantamento

Entrada de energia, quadros, garagem, percurso e número de vagas interessadas.

2

Estudo de carga

Histórico de demanda e medição; cálculo da sobra e da potência dedicada.

3

Projeto, laudo e ART

Projeto conforme NBR 5410 e NBR 17019 e laudo nos moldes do Anexo B da NT 23/2026.

4

Consulta à EDP

Quando há aumento de carga ou pedido de medição própria.

5

Infraestrutura coletiva

Quadro, medidor dedicado, controlador, desligamentos e sinalização.

6

Ligação dos moradores

Cada novo carregador entra no sistema, com cadastro e cobrança individual.

Perguntas frequentes

O condomínio pode proibir a instalação do carregador?

No Espírito Santo, a Lei 12.857/2026 garante ao condômino o direito de instalar um ponto de recarga na própria vaga, por conta própria, com profissional habilitado (ART) e aviso formal ao condomínio. A convenção pode definir regras técnicas, de comunicação e de cobrança, mas não pode proibir sem justificativa técnica documentada.

Quem paga a energia usada nos carregadores?

Quem carrega. Os carregadores saem de um medidor dedicado do condomínio; o sistema registra o consumo de cada morador (por aplicativo, cartão ou submedidor) e o valor é repassado na taxa do condomínio, conforme a regra aprovada pelos condôminos.

E se todos quiserem carregar ao mesmo tempo?

O controlador de carga nunca deixa a soma dos carregadores passar da potência reservada no estudo. Conforme a configuração, quem chega depois entra na fila até um carro terminar, ou a potência é dividida entre os carros ligados e cada um carrega mais devagar.

Vai ser preciso trocar o transformador ou a entrada de energia?

Nem sempre. O estudo de carga mostra quanto sobra na entrada atual. Com gestão de carga, muitos prédios atendem vários carregadores sem aumento de carga. Quando o estudo indica aumento, o pedido é feito à EDP antes da obra.

Precisa de assembleia para instalar?

Para o morador instalar na própria vaga, a Lei 12.857/2026 pede aviso formal ao condomínio, não aprovação em assembleia. Já a infraestrutura coletiva (medidor dedicado, quadro e controlador) é uma obra do condomínio e normalmente é decidida em assembleia.

O que o Corpo de Bombeiros exige?

A NT 23/2026 do CBMES pede, entre outros itens, laudo e ART de profissional habilitado, desligamento manual perto dos carregadores, desligamento geral no quadro e sinalização "EM CASO DE INCÊNDIO, DESLIGUE". Prédios existentes têm prazos de adequação definidos na norma.

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